
É comum vermos pessoas falando sobre a bondade de objetos artificiais ou independentes do trabalho humano. As vezes expressões como : “essa faca é boa” são utilizadas sem ao menos notarmos o valor moral que a demos. Se pararmos pra pensar porque dizemos que a faca é boa, chegaremos ao consenso de que é porque ela desempenha bem sua função ( de corte), porém até que ponto essa faca continuará sendo “boa” para nós?
Essa mesma faca, se usada por um psicopata para mutilar o corpo de alguém passará a ser uma faca ruim?
O uso de “boa” nessa expressão não possui nenhum significado moral, foi apenas um adjetivo utilizado para designar que a faca cumpre satisfatoriamente a necessidade humana concreta à qual serve. A faca não passa a ser ruim só porque foi utilizada para um ato criminoso, pelo contrário, ela continua sendo boa, pois desempenhou perfeitamente sua função de corte, a qualificação moral recai aqui no ato de assassinar, para o qual a faca serviu.
Objetos produzidos pelo homem, não encarnam valores morais, embora possam encontrar-se numa relação instrumental com esses valores, que existem unicamente em atos produzidos por humanos.
Mas até que ponto objetos, mesmo sem possuírem nenhum valor moral, podem ser fatores que influenciam diretamente na felicidade?
Ao pensarmos no conceito de felicidade, nos vêm em mente uma completa sensação de prazer e paz, então no decorrer da vida tentamos reviver momentos que nos trouxeram tamanha satisfação, fazendo que eles adquiram durabilidade eterna.
Será que a tão sonhada felicidade é apenas uma busca de momentos com uma maravilhosa pureza? Até que ponto a felicidade é uma utopia?
A felicidade se encontra na razão do homem, de forma que aqueles que sabem, passem seu tempo de maneira mais agradável do que aqueles que somente indagam.
Talvez esse seja o passo mais difícil para a criança, a busca por sua própria autonomia, porque enquanto você ainda não é autônomo, têm a possibilidade de transferir seus erros para outra pessoa, ( Fiz assim porque me mandaram, etc.) diferente de quando você se torna e é obrigado a responder por suas atitudes.
Talvez seja isso que esteja fazendo, cada vez mais os filhos saírem de casa mais tarde, o medo da autonomia e responder completamente por seus atos sem jogar a culpa em cima de ninguém.
O desejo é a própria essência do homem, na qual essa é concebida como a determinação de fazer algo de acordo com sua afeição, seja ela alegria, tristeza, inveja, contentamento, humildade ou vingança.